Professores aguardam reunião com secretaria sobre reposição de aulas

Rio – No primeiro dia de aulas após greve de quase cinco meses, professores disseram aguardar reunião com o Secretaria de Educação, marcada para 2 de agosto, para discutir a reposição das aulas. No horário de aula, nesta quarta-feira, alunos do Visconde de Cairu, no Méier, conversavam fora da escola. Alegaram que alguns professores faltaram. “A greve nos prejudicou e não sabemos como vão repor o conteúdo”, disse aluna do 1º ano do Ensino Médio.

Outro estudante, do 2º ano, disse estar ao lado dos docentes, mas, criticou a ausência de um dos seus professores. “Apoio a luta deles. Mas não tive aula de Biologia. Isso vai me prejudicar.” Uma professora do Cairu, que pediu para não ser identificada, disse que a greve (iniciada dia 2 de março) teve 80% de adesão. Mas, segundo ela, o movimento perdeu força e terminou com 15% dos docentes fora das salas. “Tenho 20 anos de magistério, foi a paralisação mais longa que eu vi”.

Dono de lanchonete em frente ao Visconde de Cairu, Felipe Farias, 26 anos, ficou com as portas fechadas na greve. “Tive prejuízo de R$ 10 mil porque só alunos e funcionários compram aqui. Montei barraca de pão de queijo em outro bairro para sobreviver”, afirmou ele, que reabriu o comércio ontem. As aulas no Colégio Amaro Cavalcanti, no Largo do Machado, voltaram. Mas a paralisação foi reprovada por pais de alunos que foram à unidade se informar sobre a reposição de aulas.

O Colégio Central do Brasil, no Méier, ficou sem aulas porque está ocupado por alunos. Até o fechamento desta edição a Secretaria de Educação não respondeu ao DIA.

FONTE: O DIA online29