Exposição traz imagens aéreas do Rio

Rio – Ricardo Azoury e Luca Atalla têm experiência com fotografias aéreas — o primeiro, desde o comecinho dos anos 80. Não é problema para nenhum dos dois fazer fotos várias milhas acima do chão e registrar boas imagens, como as que selecionaram para a exposição ‘O Rio Visto de Cima’, aberta de hoje a 30 de setembro na Galeria da Gávea. “Nem temos medo de altura. Só teve uma hora em que fizemos uma foto do Dedo de Deus, em Teresópolis, e que o helicóptero deu uma tremida, foi meio estranho. Mas não foi algo que me marcou”, recorda.

A exposição faz uma homenagem ao Rio a poucos dias dos Jogos Olímpicos, com fotos em preto e branco de toda a cidade — e arredores — feitas a bordo de um helicóptero em novembro de 2015. O projeto inclui imagens da Praia de Ipanema, do Pão de Açúcar, do Piscinão de Ramos, da Restinga de Marambaia e de vários outros cantos. E deve virar livro em setembro deste ano.

“Começamos a fazer o livro e vimos que ele tinha potencial para virar uma obra de arte, para exposição. Tudo foi uma iniciativa nossa. Começamos a correr atrás de verbas e recursos para conseguir realizar o trabalho”, conta Luca. “No helicóptero, percebemos uma linguagem de fotografia aérea diferente da convencional, mais documental, mais sofisticada para imagens do gênero”, diz Azoury. “Os voos são feitos em altitudes extremas, fora do costume, por vezes mais alto do que a de um avião, no espaço controlado.”

Luca completa dizendo que “uma das coisas que norteia o projeto de fotografias aéreas do Rio é a busca em fazer sempre uma imagem que nunca tenha sido captada, com um ângulo diferenciado, sem reforçar o que já existe.”

Acima do Rio, a dupla acompanhou várias mudanças sofridas pela cidade em meio ao clima pré-Olímpico. Alguns cenários se modificaram totalmente desde que foram clicados pelos dois para o livro e para a exposição.

“As transformações do Rio de Janeiro nesses últimos tempos foram muitas. Se você pegar o píer da Praça Mauá… Ele realmente estava abaixo do que está hoje. Está tudo ajeitado hoje em dia. O Centro da cidade teve também uma grande transformação, com muitas obras. Pegamos também o Viaduto do Joá, as obras do Metrô Rio na Barra da Tijuca. Temos fotos do Parque Olímpico ainda sendo estruturado ”, conta Luca Atalla. “E tivemos muitas surpresas com a fotografia noturna, que nos mostrou o inusitado. Você não tem luz suficiente e precisa fazer tudo rápido, e num helicóptero em movimento.”

Para o livro, estão previstas também imagens de lugares como o Sambódromo e a Praça Mauá, que não estão na exposição.

FONTE: O DIA online