Alerj vota pelo fim dos supersalários pagos a secretários

Rio – O governo do estado sofreu uma derrota na votação do projeto que reduz o salário do governador, vice-governador, secretários e subsecretários. O deputado Paulo Mello (PMDB), que é do governo, tentou derrubar por meio de uma emenda um item do texto — elaborado pela Comissão de Orçamento — que acaba com os supersalários pagos a secretários que são cedidos por outros entes e órgãos (como União, Petrobras, Caixa Econômica Federal), mas a maioria rejeitou a emenda do estado.

A emenda do governo foi rejeitada por 32 votos contra 19. O parágrafo único do artigo 6 (sexto) do projeto de lei 2260 diz que “nos casos de servidores cedidos ao poder público do Estado, o total do ressarcimento por este feito aos órgãos de origem não poderá ultrapassar o limite máximo de remuneração estabelecido para o servidor público do Estado do Rio”.

O texto inicialmente fora enviado pelo Executivo mas, por erro formal, teve de ser alterado e elaborado pela Comissão de Orçamento.

Confusão na porta da Alerj

O protesto dos servidores de diversas categorias contra o pacote de medidas de austeridade proposto pelo governador Luiz Fernando Pezão transformou o entorno da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) em uma praça de guerra. De acordo com informações da Polícia Militar, 11 PMs ficaram feridos durante o ato e nove pessoas foram detidas.

O confronto começou por volta das 13h, quando um grupo de Bombeiros tentou entrar na Alerj, e já dura mais de duas horas. Por volta das 16h30, o tumulto ganhou contornos de batalha campal. Pelo menos três focos de incêndio foram registrados. Manifestantes fizeram uma fogueira com cones de trânsito e lixo em frente à Igreja São José, ao lado da sede da Alerj, na Rua Primeiro de Março.

FONTE: O DIA online