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Governo e servidores do Rio voltam a discutir reajuste em nova audiência no mês que vem

Governo e servidores do Rio voltam a discutir reajuste em nova audiência no mês que vem

Comissão da Alerj realizará novo encontro na terceira semana de setembro para avançar com a pauta salarial

A pauta da recomposição inflacionária para o funcionalismo fluminense segue como prioridade das categorias, que tiveram o último reajuste em 2014. A audiência pública realizada ontem pela Comissão de Servidores da Alerj, com a presença de representantes do serviço público e do governo Castro, reforçou esse cenário. O tema voltará a ser tratado na próxima reunião que o colegiado promoverá na terceira semana de setembro.

A audiência foi marcada para debater o impacto do novo Regime de Recuperação Fiscal (RRF), que determina uma série de ajustes no Estado do Rio, sobretudo as reformas previdenciária e administrativa.

“Decidimos colocar em nosso plano de trabalho as discussões referentes às perdas salariais, e antecipar uma questão grave que é a dos servidores nas reformas que se aproximam”, disse o deputado Rodrigo Amorim (PSL), que preside o grupo.

Vice-presidente, Flávio Serafini (Psol) ressaltou que a defasagem salarial do funcionalismo já chega a 45%. Para ele, é preciso que o Executivo apresente um planejamento para conceder a recomposição.

“O Estado do Rio já está entrando em um outro quadro orçamentário, temos margens para debater o assunto, e isso precisa ser levado em consideração. Senti falta de um planejamento imediato para a recuperação das perdas por parte do governo. Vamos marcar uma nova audiência o mais rápido possível e vamos encaminhar um pedido de informações às secretarias. Precisamos de projeções de cenários”, afirmou Serafini.

‘SERVIDORES ESTÃO ESGOTADOS’

A audiência foi realizada a pedido do Fórum Permanente dos Servidores do Estado (Fosperj). Após a reunião, o Fosperj divulgou nota ressaltando que há “preocupação dos quase meio milhão de servidores do Rio ativos, inativos e pensionistas pela falta de qualquer planejamento sobre a recomposição das perdas inflacionárias que já chegam a quase 50%”.O fórum afirma que esses trabalhadores “não estão somente exauridos financeiramente. Mas, principalmente, esgotados”: “É inacreditável que somente em ano eleitoral o governo avalie implementar alguma reposição”.

PROPOSTA GARANTE

Projeto de lei de autoria do presidente do Legislativo, André Ceciliano (PT), garante reajuste acumulado para recomposição das perdas inflacionárias a partir do ano de 2017. Pela proposta, é possível ainda que o pagamento seja feito de forma parcelada.

Na justificativa do texto, Ceciliano ressalta que a correção é garantida pela Constituição da República. E cita que, diante da crise financeira do estado, desde 2014 os servidores amargam déficit salarial em torno de 45%.

FONTE: O DIA online

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