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Extinção dos triênios pode afetar atuais servidores públicos do Rio de Janeiro

Extinção dos triênios pode afetar atuais servidores públicos do Rio de Janeiro

Deputados afirmam que medida só será aprovada para os futuros funcionários, mas há possibilidade de se garantir pagamento a quem está prestes a receber e interromper contagem no futuro

O debate envolvendo o fim do adicional por tempo de serviço — o triênio — do funcionalismo fluminense promete render. A exigência da legislação do Regime de Recuperação Fiscal (RRF) é para que essa garantia seja extinta, sem especificar se para os atuais servidores ou os novos. E apesar de deputados estaduais afirmarem que só irão aprovar a medida para os futuros funcionários públicos, existe a possibilidade de a nova regra — se aprovada — afetar quem já está no cargo.

Esse cenário é avaliado, nos bastidores do governo e da Assembleia Legislativa, da seguinte forma: fica assegurada a concessão do adicional aos servidores que já preencheram os requisitos — e estão prestes — a recebê-lo. E, a partir daí, interrompe-se a contagem de tempo para o pagamento da gratificação no futuro.

Já para as categorias que ingressarem no Estado do Rio de Janeiro após a edição da nova lei, não haveria mais o benefício.

Essa é uma das maiores preocupações dos representantes do serviço público do Rio, que têm marcado presença na sede da Alerj para discutir o tema.

VERSÃO FINAL É COSTURADA

O fim do adicional por tempo de serviço é previsto no projeto de lei complementar 48/21. Em audiência na última semana, o líder do governo, Márcio Pacheco (PSC), declarou que mexerá no texto para que a medida alcance somente o novo funcionalismo.

Ainda assim, a versão final ainda está sendo costurada, afirmam integrantes do Executivo. E esse detalhe a respeito dos pagamentos futuros aos atuais funcionários segue em estudo.

O PLC 48 estabelece ainda a extinção das progressões automáticas e das licenças especial e prêmio. No lugar, o governo criaria a licença capacitação.

PROJETOS ENTRAM NA PAUTA

Entram hoje na pauta da Alerj as reformas exigidas para o Rio aderir ao novo regime. Os projetos começam a receber emendas e, depois disso, a Casa fará nova rodada de audiências para que as matérias possam ser votadas no plenário — o que ocorrerá na primeira semana de outubro, segundo o presidente André Ceciliano (PT).

Até ontem, 200 sugestões haviam sido protocoladas. A entrega de emendas se encerrará hoje à tarde.

A sessão extraordinária começa às 12h50, com a análise do PL 4852, que permite a entrada do Rio no RRF. O PLC 46, sobre o teto de gastos, é o segundo da pauta. Em seguida, a discussão é sobre o PLC 48. Por último, irá ao plenário o PLC 49, que aumenta a idade mínima para a aposentadoria.

FONTE: O DIA online

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