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Defensoria do Rio também questiona regras do Regime de Recuperação Fiscal em ação no STF

Defensoria do Rio também questiona regras do Regime de Recuperação Fiscal em ação no STF

Órgão contesta, por exemplo, a questão do teto de gastos com relação a despesas primárias e acredita que decreto federal tirou autonomia do Estado

Os questionamentos feitos pela Assembleia Legislativa do Rio ao novo Regime de Recuperação Fiscal (RRF) ganham coro: a Defensoria Pública do Estado também está contestando as regras da versão remodelada do RRF. O órgão ingressou ontem como Amicus Curiae (terceiro interessado) na ação movida pela Alerj no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a lei do regime e o decreto de regulamentação da norma. O relator da matéria é o ministro Luís Roberto Barroso.

A Defensoria reforça teses já apresentadas na ação direta de inconstitucionalidade pela Alerj, principalmente no que diz respeito à autonomia administrativa da instituição e a iniciativa legislativa do defensor público-geral. A ideia é que o Supremo reconheça a importância de a Defensoria e as demais instituições e Poderes autônomos e constituídos participarem efetivamente da elaboração do RRF.

E aponta também a questão do teto de gastos com relação a despesas primárias. “A intenção é que o Supremo perceba que Decreto 10.681/21 excedeu a lei na regulamentação do RRF, tirando a autonomia do Estado do Rio de conduzir a forma como implementará esse teto de gastos”.

O ideal, do ponto de vista da Defensoria, é que as regras do teto possam ser regulamentadas pelo estado de acordo com suas peculiaridades locais. Isso sem deixar de respeitar a separação de Poderes e a atribuição do ente de legislar suplementarmente sobre o direito financeiro.

“A Defensoria entende que o Regime de Recuperação não pode se tornar uma grande imposição da União contra o Estado, tirando qualquer nível de decisão política do Estado que se submente ao regime em decorrência das dívidas que tem. Deve ser feito sempre sob a ótica da cooperação para restabelecimento do equilíbrio dos entes, bem como deve ser garantia a autonomia da Defensoria Pública que precisa participar efetivamente do debate sobre o plano de recuperação”, declarou o defensor público-geral do Rio, Rodrigo Pacheco.

FONTE: O DIA online

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