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CPI discute possibilidades de acordo com concessionárias de petróleo inscritas na Dívida Ativa

CPI discute possibilidades de acordo com concessionárias de petróleo inscritas na Dívida Ativa

Dados apresentados na audiência apontam que, entre as 10 maiores devedoras do estado, cinco são empresas petroleiras

A CPI instalada na Alerj para apurar a queda na receita das participações especiais pelo Estado do Rio realizou, nesta segunda (30), audiência virtual para discutir os processos judiciais e administrativos, relativos ao ICMS, passíveis de acordo entre a Procuradoria Geral do Estado (PGE-RJ) e as concessionárias de petróleo e gás.

Na reunião, o coordenador do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), André Cirne de Paula, apontou que, entre os 10 maiores devedores do estado inscritos em Dívida Ativa, cinco são empresas petroleiras.

O procurador do Estado Paulo Enrique Mainier afirmou que a Petrobras figura na primeira posição dessa lista: o montante (dos débitos relativos a ICMS inscritos na Dívida Ativa) chega a R$ 9,5 bilhões, segundo Mainier.

Segundo o presidente da CPI, deputado Luiz Paulo (Cidadania), o comportamento das empresas é de “devedor contumaz”. Para o parlamentar, dessa forma, não há contribuição para o fim dos litígios. “Por que ficar em demanda judicial naquilo que não vão vencer?”, questionou.

Gerente-geral de Representação e Negociação Externas em Matéria Tributária da Petrobras, Cristiano Gadelha afirmou que a Petrobras está aberta ao diálogo.

“De ICMS propriamente dito, excluídos os encargos, temos algo em torno de R$ 2 bilhões. Nossas demandas têm fundamento e todos os valores estão depositados judicialmente. A lei permite que o Estado movimente 70% deste valor. Temos o hábito de sentar com o Poder Executivo para discutir contingências, e estamos abertos ao diálogo com a Procuradoria Geral do Estado”, destacou.

APERFEIÇOAMENTO DAS LEIS

Representante do Ministério Público do Rio (MPE-RJ), a promotora Karine Cuesta defendeu leis mais eficazes que gerem sanções às empresas. “Existe a necessidade de aperfeiçoarmos os instrumentos normativos. Só assim teremos sanções com alguma eficácia. (Hoje) Temos dificuldade em conceituar o devedor contumaz”, alegou.

FONTE: O DIA online

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