spot_img

Servidores do Rio articulam diálogo com Cláudio Castro diante de novo ajuste fiscal

Servidores do Rio articulam diálogo com Cláudio Castro diante de novo ajuste fiscal

Categorias buscam interlocução do líder do governo na Alerj e de outros deputados e temem mais 10 anos de congelamento salarial

Com um novo pacote de ajuste se avizinhando, o funcionalismo busca a abertura de diálogo com o governador Cláudio Castro. Para isso, o Fórum Permanente dos Servidores do Estado (Fosperj) articula a interlocução de parlamentares. Inclusive, as categorias esperam ter já na próxima semana alguma data de reunião com o líder do governo na Alerj, Márcio Pacheco (PSC).

Na terça, integrantes do fórum discutiram os efeitos do novo Regime de Recuperação Fiscal (RRF) para o serviço público com o presidente do Legislativo, André Ceciliano (PT), e os deputados Waldeck Carneiro (PT), Flavio Serafini (Psol), Luiz Paulo (Cidadania), além de Eliomar Coelho (Psol) — que teve o mandato representado no encontro.

Para Flávio Sueth, membro do Fosperj e presidente da Assemperj, os funcionários públicos podem amargar mais tempo de congelamento salarial sem perspectivas de investimentos em solo fluminense: “Os servidores estão há 7 anos sem recomposição salarial e arcando com todos os cortes sem serem ouvidos até o momento, e sem que haja um plano de melhoria para o estado”.

10 ANOS DE REGIME

O plano de recuperação fiscal terá duração de 10 anos. De imediato, o estado deixará de pagar, no primeiro ano, as dívidas com a União. Nos nove anos seguintes, a obrigação será retomada de forma gradual, em parcelas mais mais suaves em relação ao regime fiscal anterior (previsto na Lei 158).
Em contrapartida, o ente em recuperação fiscal deverá adotar uma série de medidas de ajuste e implementar reformas — que passarão pelo crivo do Legislativo.

TEMA CITADO EM REUNIÃO COM PODERES

Na reunião que o governador teve na quarta-feira com representantes dos Poderes e órgãos autônomos — Ministério Público, TCE e Defensoria — para detalhar o novo regime, Ceciliano falou que as medidas vão impactar o serviço público. E colocou a necessidade de dialogar com as categorias diante das reformas que serão apresentadas.

“O plano vai acarretar mudanças para o serviço público e é importante ouvir as demandas e sugestões de todos os representantes”, afirmou.
Castro disse, na apresentação, que “as reformas e demais medidas de ajuste serão amplamente discutidas com a sociedade e todos os Poderes”.

FONTE: O DIA online

Relacionados