Antes sob risco, pagamento em dia de servidores está garantido em 2021
Liminar do presidente do Supremo, Luiz Fux, assegurou permanência do Estado do Rio no regime fiscal, afastando risco de colapso nas contas flumineneses
O Estado do Rio consegue ‘respirar’ aliviado agora sob a vigência do Regime de Recuperação Fiscal (RRF). Na prática, a medida assegura o pagamento em dia dos salários dos servidores — até segunda ordem — e a manutenção da máquina pública. A garantia de permanência no regime foi dada por liminar do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, na última quinta-feira.
Se o governo não tivesse judicializado a questão, estaria fora do RRF e sofreria bloqueio de mais de R$ 7 bilhões em suas contas nesses dias, o que inviabilizaria os serviços públicos de imediato.
Na verdade, o Rio foi surpreendido neste mês de dezembro com a mudança repentina de entendimento da Secretaria do Tesouro Nacional sobre a continuidade do acordo de recuperação fiscal.
O órgão federal informou que o estado fluminense foi excluído do regime, diferente do que havia sido acordado entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, o governador em exercício, Cláudio Castro, e o secretário de Fazenda, Guilherme Mercês, em 3 de setembro.
Rio havia ganhado até 6 meses de vigência no RRF
Na reunião realizada em Brasília, em setembro, Cláudio Castro foi avisado por Guedes expressamente sobre a garantia de permanência do Rio no RRF no período de quatro a seis meses. Pela legislação, o fim do primeiro período de regime (três anos) terminaria naquele mês. A equipe econômica da União informou então que o estado ganharia esse tempo, até que o martelo fosse batido em definitivo. Porém, no início deste mês, o Tesouro comunicou o fim da recuperação fiscal.
Folga de caixa de mais de R$ 50 bilhões até 2029
Independentemente das possíveis divergências políticas ou técnicas, agora o governador em exercício do Rio, Cláudio Castro, buscará a prorrogação do regime fiscal. No entanto, diante do novo prazo, que passa a ser de até 10 anos, como previsto no PLP 101/20 (ainda não sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro). Se houver aval da União ao texto e à extensão do RRF, o Rio deixará de pagar R$ 52,5 bilhões em dívidas com a Secretaria do Tesouro Nacional até 2029.
FONTE: O DIA online


