Recuperação fiscal do Estado do Rio de Janeiro pode durar 13 anos
Se o Parlamento aprovar novo prazo do regime, governo fluminense terá mais tempo de alívio de caixa com suavização do pagamento das dívidas com a União
Governadores de estados em crise – Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás, por exemplo – articulam com o Congresso a votação, ainda em novembro, do novo Plano Mansueto (PLP 101/2020), que prevê ajuda financeira aos entes da federação. Entre diversos itens, a proposta, de autoria do deputado Pedro Paulo (DEM-RJ), também muda as bases do Regime de Recuperação Fiscal (RRF), ampliando a sua duração dos atuais seis para dez anos. Se esse prazo for aprovado, o Rio poderá ter um alívio de caixa ao longo de 13 anos sob a vigência do regime.
Isso porque o estado fluminense aderiu ao RRF em setembro de 2017, ou seja, já se passaram três anos do acordo fiscal com a União. De lá para cá, o governo conseguiu evitar o desembolso de R$ 61,5 bilhões com o não pagamento das parcelas das dívidas administradas pelo Tesouro Nacional. A medida, claro, permitiu o pagamento em dia da folha salarial do funcionalismo.
Pedro Paulo afirmou à coluna que há negociação avançada para que, na hipótese de aprovação dos 10 anos de RRF, o Rio não tenha os três anos já cumpridos ‘compensados’ (cortados): “Seriam mais dez anos de regime no Rio. É isso o que estamos negociando”.
O parlamentar disse que o tema é tratado com a equipe econômica da União. “Está bem amarrado com o Tesouro, governadores e secretários de Fazenda. Acreditamos que o Rodrigo Maia (DEM-RJ) vai colocar na pauta a partir de 15 de novembro”, relatou ele, ponderando que a única questão é o quórum, por conta das eleições municipais.
Sete contrapartidas terão que ser cumpridas


