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Antes sob risco, salário de novembro está garantido no Estado do Rio

Antes sob risco, salário de novembro está garantido no Estado do Rio

Integrantes do governo já contam com receita suficiente para quitar essa folha; décimo terceiro ainda é desafio

Antes sem previsão, agora é certo: o pagamento em dia do salário de novembro do funcionalismo estadual está garantido. Fontes do alto escalão do Palácio Guanabara asseguram que já há recursos necessários para quitar essa folha — no valor líquido (sem os encargos) de R$ 1,8 bilhão. Com isso, o depósito será feito até o 10º dia útil de dezembro (dia 14), como prevê o calendário oficial.
Há ainda possibilidade de antecipação do crédito diante do que o governador em exercício, Cláudio Castro, já sinalizou: servidores ativos, inativos e pensionistas receberam os vencimentos de agosto no dia 12 (um sábado) e não em 15 de setembro (quando caiu o 10º dia útil).
A garantia do salário no prazo vem sendo questionada pelas categorias, pois com a crise que se acentuou no Rio por conta da pandemia, o governo só previa fluxo de caixa para cobrir a folha de julho — em agosto. Desde então, a notícia sobre o pagamento a cada mês passou a ser uma cobrança diária do funcionalismo.

Décimo terceiro é desafio para fechar o ano

Apesar de oficialmente Cláudio Castro e a Secretaria de Fazenda ainda não cravarem a informação — procurada pela coluna, a pasta não respondeu —, nos bastidores o pagamento da folha de novembro é mais do que uma certeza. Assim, fica sendo o décimo terceiro salário o grande desafio para o estado fechar o ano.

Por enquanto, não há arrecadação suficiente para quitar a gratificação natalina. No entanto, fontes da coluna ressaltam que o Executivo estuda medidas para conseguir a receita necessária. Entre elas, a cobrança de grandes dívidas tributárias — na prática, débitos que empresas têm com o Rio.
Para que essa iniciativa vingue ainda faltam algumas burocracias, mas há planos de tirar esse projeto do papel em breve.

Ações ajudam a recuperar o caixa

A equipe econômica do estado conta ainda com um pacote de medidas que foi implementado nesse 2º semestre para melhorar a receita. São elas a reabertura da economia (recuperando R$ 1 bilhão no ano), ações de fiscalização — com previsão de R$ 900 milhões de incremento na arrecadação —, além da operação de Waiver (envolvendo o Rioprevidência). Essa última foi negociada com credores estrangeiros, evitando que acionassem gatilhos contratuais que prejudicariam as finanças do Rio. Só com isso, o alívio de caixa é de R$ 2,1 bilhões.

FONTE: O DIA online
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