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Semana decisiva para o Rio conseguir socorro da União e manter salários em dia

Essa semana é decisiva para o governo do estado buscar soluções que podem amenizar o impacto da crise fiscal por conta da pandemia do coronavírus, Covid-19 que reflete na queda do ICMS e a queda da arrecadação dos royalties do petróleo. No documento elaborado pela equipe do governador Wilson Witzel, o déficit do orçamento de 2020 do estado passou de R$ 10 bilhões para R$ 20 bilhões.

Em relação ao funcionalismo, o governador pontuou em coletiva de imprensa desta quinta-feira, dia 2, que pretende honrar com os saláriose que não haverá atraso no pagamento, mas que precisa da ajuda da União. “Nós, estados, não podemos emitir moeda, fazer empréstimos internacionais sem o aval da União e é preciso que a União consiga consolidar, até a próxima semana, e as propostas já encaminhas pelo Sul e Sudeste”, disse.

– Estamos nos reunindo com secretários e creio que até quartafeira a gente conclua essa etapa para, na próxima semana, implementar as medidas que cabem ao Executivo – contou. A suspensão da antecipação do 13º salário para o funcionalismo foi uma dessas medidas. Com, isso o governo deixa de gastar R$ 850 milhões.

Em relação às ações que precisam do aval da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Moura contou que o governo não vai encaminhar nada antes de dialogar com os líderes partidários. Algumas dessas medidas são as reformas administrativa e da Previdência e uma nova operação com antecipação de receitas dos royalties.

Sobre a mudança na idade para aposentadoria dos servidores estaduais nos moldes da Emenda Constitucional 103 (reforma da Previdência), o presidente da Alerj, André Ceciliano (PT) disse que não concorda em mexer nos direitos dos atuais servidores.

– Para os novos servidores, não vejo problema. Agora mexer para trás, vai ter discussão. Eu acho impossível aprovar. Sobre os royalties, Ceciliano demonstrou cautela: – O governo está dizendo que vai trocar uma dívida por uma outra de juros menor. Tem que olhar as contas antes.

Já o presidente da CPI do Rioprevidência, deputado Flávio Serafini (PSol) é contrário a qualquer operação de antecipação de receita.

– Ela (a operação) se dá sempre da desvinculação de um recurso que deveria ir para o Rioprevidência e que vai para o governo gastar – criticou o parlamentar, que acha difícil o Executivo conseguir renegociar o contrato por conta dos termos acordados na Operação DElaware, que desfavoreceu o Rio.

– O governo só poderia fazer outro processo, se fosse com os mesmos membros do atual contrato, só que esse contrato é um dos piores do mundo, em um cenário de taxa dos Estados Unidos de quase 0,25%, o contrato foi feito a 11% de juros ao ano, em dólar. O governo deveria colocar a Procuradoria Geral do Estado em ação para suspender o pagamento, uma vez que é um contrato desiquilibrado.

Ajuda do governo federal é essencial

Os deputados Luiz Paulo (PSDB) e Renan Ferreirinha (PSB), ratificaram que a ajuda federal é essencial.

“A verdade é que só a União pode salvar o Rio. Até julho, há chances reais de atrasar o pagamento da folha”, disse Ferreirinha.

Para Luiz Paulo, com o Rio pode deixar de gastar R$ 6 bilhões da dívida com a União a aprovação do Plano Mansueto.

– E a lei vai permitir que os estados renegociem os seus empréstimos com os bancos públicos com juros menores – complementou o presidente da Comissão de Tributação da Alerj, que estima uma perda de R$ 12 bilhões na arrecadação por conta da queda das receitas do ICMS mais os roylaties.

FONTE: EXTRA.GLOBO.COM

 

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