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Mais de 20 mil servidores que não declararam bens correm risco de demissão

Mais de 20 mil servidores que não declararam bens correm risco de demissão

Funcionários públicos que descumpriram prazo de entrega de documentação no Sispatri têm até 6 de março para acertar informações

Do total de 186.177 servidores estaduais ativos, 21.171 não entregaram a declaração de bens e valores de 2020 no prazo estipulado pela Controladoria Geral do Estado (CGE). Todos eles poderão sofrer diversas consequências, sendo uma delas, em última instância, a demissão do cargo público.

Agora, esses profissionais que não apresentaram os dados no Sistema de Controle de Bens Patrimoniais dos Agentes Públicos do Poder Executivo Estadual (Sispatri) devem ficar atentos: é possível regularizar a sua situação a partir de hoje até o dia 6 de março.

A Controladoria ressaltou que, após esse prazo, se os servidores não prestarem as informações, irão responder a um processo administrativo. A partir daí, de acordo com o andamento das apurações, o funcionário estará sujeito às sanções administrativas. E, em última hipótese, há risco de desligamento.

Vale lembrar que a exigência alcança não só os estatutários, mas os profissionais comissionados também.

IMÓVEIS, INVESTIMENTOS E OUTROS BENS

A declaração é obrigatória e deve ser feita anualmente por meio do Sispatri. Desde 2019, todos os funcionários que possuem vínculos ativos com o Estado do Rio de Janeiro têm que apresentar as informações no sistema virtual.

O Sispatri aprimora a gestão de informações patrimoniais dos profissionais e foi instituído pelo Decreto 46.364, em julho de 2018. A obrigatoriedade vale apenas para o pessoal da ativa e está prevista pelo Decreto 42.533, de 2010, que regulamenta a aplicação da Lei Federal 8.429 de 1992 no Rio.

Devem ser declarados todos os bens e as fontes de renda, como imóveis, dinheiro, bens móveis, investimentos financeiros e participações societárias. Em caso de dúvida, o profissional deve entrar em contato com o setor de Recursos Humanos do seu órgão.

FONTE: O DIA online

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