Pautas do setor público estadual ficam em segundo plano na Alerj

Pautas do setor público estadual ficam em segundo plano na Alerj

Em seu retorno, secretário André Moura foca na costura política para barrar impeachment; reforma administrativa, por exemplo, está em suspenso

O retorno de André Moura para o comando da Secretaria Estadual da Casa Civil tem como o objetivo a articulação com deputados da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) para barrar o impeachment do governador Wilson Witzel. Isso significa que, apesar de ter sido o grande defensor de uma reforma administrativa no estado (com privatizações), o secretário focará nas articulações políticas contra o afastamento de Witzel.

Moura, então, deixará em segundo plano a reforma e outras pautas relativas ao serviço público. Pelo menos, por enquanto.

À coluna, o secretário disse diversas vezes que a privatização ou a fusão de empresas e fundações eram necessárias: “Nossa realidade não comporta a máquina que temos. Ela é pesada”.

Secretário criou comissão para a reforma

Para se ter uma ideia dos planos que André Moura tinha para a parte estrutural do Estado do Rio, o secretário chegou a designar uma comissão específica para elaborar um estudo sobre as desestatizações. E enfrentou críticas que alguns parlamentares fizeram ao projeto de lei de retomada do PED.
Além disso, assim que a mensagem chegou à Casa legislativa, o presidente da Alerj, André Ceciliano (PT), afirmou à coluna que não pautaria nenhuma medida drástica, como essa, durante a pandemia do coronavírus.
Moura, por sua vez, defendeu (em abril) que “era sim o momento” de discutir o assunto, citou a perda de arrecadação de royalties (em decorrência da queda do preço do barril do petróleo), e a necessidade de tornar a “máquina estatal mais leve”.
FONTE: O DIA online