Meirelles e governo estadual divergem sobre dinheiro previsto ao Rio

Rio – As contas do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Estado do Rio não estão batendo. Ontem, o ministro afirmou que a operação de antecipação de royalties e participações especiais, que o governo Pezão negocia no mercado externo, vai garantir R$ 1 bilhão ao caixa fluminense. O número diverge da receita de até R$ 3 bilhões prevista no plano de recuperação fiscal.

A informação de Meirelles foi dada quando ele negou que a União esteja viabilizando recursos para a Segurança no Rio. Na ocasião, ele disse que o empréstimo em análise para o Rio é de R$ 1 bilhão, lastreado em receita de royalties.

E pela informação do estado, os cálculos de Brasília estão errados. Isso porque a Secretaria Estadual de Fazenda reafirmou, após ser questionada, que o impacto líquido previsto com a operação é sim de até R$ 3 bilhões.

A antecipação de receita vem sendo negociada pelo Executivo do Rio desde o ano passado. E conforme a Coluna publicou na última terça-feira, o governador Luiz Fernando Pezão espera que saia até amanhã um calendário referente à operação.

A pressa do governo tem um motivo: o pagamento do que falta do 13º salário de 2017 para 167.111 servidores ativos, inativos e pensionistas. Pezão havia dito que deveria acertar a pendência ainda em março, assim que os recursos provenientes da operação chegassem.

O valor líquido necessário para quitar o débito é de R$ 1,1 bilhão. E se a afirmação de Meirelles estiver correta, R$ 1 bilhão já dará conta de quitar o 13º, pois o estado complementaria a folha com a arrecadação.

Até o momento, o depósito do abono foi feito para 292.935 vínculos. Um pagamento ocorreu em dezembro de 2017 para 90.178 pessoas, como ativos da Educação. Depois, em 19 de janeiro, para quem ganha até R$ 3.458,00.

FONTE: O DIA online