‘Impeachment’ de Witzel: Peixinho nadou contra a maré 

‘Impeachment’ de Witzel: Peixinho nadou contra a maré 

Na noite de segunda-feira (27), o advogado de defesa de Wilson Witzel, Manoel Peixinho, disse que ficou “ofegante” quando foi informado que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, havia acatado o pleito do governador pela suspensão do processo de impeachment que corre na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. “O processo volta a estaca zero”, desabafou. Após o impacto da medida que dá tempo para Witzel respirar e promover uma ação mais intensa junto aos deputados, Peixinho escreveu uma nota curta: “O STF acatou o pedido da defesa do Governador que arguiu a violação da proporcionalidade partidária e determinou a constituição de uma nova comissão em respeito à Constituição. Outros pontos foram argumentados, como, por exemplo, ausência de documentação completa para o pleno exercício de defesa! A defesa entende que a justiça foi restabelecida quanto rito processual!”. 

Do outro lado da cidade o presidente da Alerj, André Ceciliano, não parecia surpreso. Em on, “liminar da Justiça a gente acata ou recorre”. Para Ceciliano, é evidente “a volta do secretário André Moura melhora o ambiente”. Mas nem por isso dá ao governador Witzel a tranquilidade que ele e seu advogado possam imaginar. “O governador hoje não tem nada. Talvez 12 deputados de 70 da casa”, garante um amigo inseparável de Ceciliano. Os advogados dizem que “há irregularidades no andamento do atual processo de impeachment na Alerj, com comissão especial instituída sem votação; colegiado formado por 25 integrantes em vez de 18 e formação da comissão não respeitou proporcionalidade”. Tudo indica que Ceciliano, caso queira, possa conduzir sessões rápidas e mortais contra Witzel. Embora, o governador tudo fará para discutir o mérito depois de agosto, e deve esperar Toffoli sair e o ministro Luiz Fux ser empossado como presidente do Supremo. Muita água ainda passará debaixo da ponte; com pouca, Peixinho conseguiu nadar, vamos ver quando o oceano se abrir diante do processo.  

O PSOL espera crescimento do partido no interior do estado do Rio nas eleições 2020. “Queremos eleger pelo menos 10 vereadores e vereadoras fora da capital, ampliar bancada na Câmara de Vereadores do Rio e levar Renata Souza ao segundo turno. Sabemos que iremos sofrer ataques à democracia em meio à pandemia durante o processo eleitoral e estamos preparados para agir”, disse a deputada estadual Mônica Francisco. 

Os deputados estaduais Rodrigo Amorim (pré-candidato do PSL à Prefeitura do Rio) e Alexandre Knoploch (presidente municipal da legenda) comandarão, no dia 3, um megaevento com os pré-candidatos a vereadores do Rio, no Golfe Olímpico, na Barra, às 18h. O encontro servirá para tratar das estratégias para a campanha deste ano, com a presença de publicitários e marqueteiros.  

Problema antigo 

A Controladoria Geral do Município do Rio notificou a ex-secretária de Educação Claudia Costin a comparecer à sede da Auditoria Geral para tomar ciência de uma inspeção do TCM. Trata-se de uma compra feita em 2009, por pregão, de uniforme escolar. O tribunal diz que, se a licitação tivesse sido por item, e não por kit, a economia seria de 36% – coisa de uns R$ 76 milhões.  

Cifras que agitam disputa Paes x Crivella 

Levantamento feito pela vereadora Teresa Bergher sobre a gestão da prefeitura do Rio diz que foi desembolsado R$ 1,2 bilhão à organização social IABAS. O estudo mostra que a média mensal paga por Crivella foi de R$ 35 milhões – 28% a mais que a média mensal paga na gestão Eduardo Paes, de R$ 27 milhões.  

 PICADINHO 

ChildFund Brasil lança o relatório “Impactos da pandemia Covid-19 sobre crianças, à luz dos Direitos Fundamentais do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)”. 

Novo levantamento do Sebrae mostra que 86% dos negócios fluminenses tiveram queda no seu faturamento. 

O violista Fernando Thebaldi conversa com o chef Marcelo Scofano no “Encontros Petrobras Sinfônica”, hoje (29), às 11h, no canal do YouTube da orquestra.   

FONTE: O DIA online