Governo do Estado deve quitar 13º salário de 2017 ainda este mês

Os servidores do Estado podem ter boas notícias em relação à quitação do 13º salário de 2017 nos próximos dias. Conforme informou à Coluna o governador Luiz Fernando Pezão o governo que fazer o pagamento “ainda dentro do mês de abril”.

 

Para que os depósitos sejam feitos, o governo conta com a operação da securitização dos royalties do petróleo. Na prática, a operação do governo antecipa receitas de royalties de petróleo que o estado prevê arrecadar no futuro por meio do pagamento de um banco. E, futuramente, paga às instituições os valores com taxas. A intenção é conseguir recursos para colocar o caixa do Estado em dia.

Ao que tudo indica, segundo fontes ligadas ao governo, a semana que vem será decisiva. A partir da próxima segunda-feira o governo já deve ter uma posição concreta de quando o pagamento será feito. Isso porque a comitiva do governo estadual que está no exterior para apresentar o “produto” a interessados termina neste fim de semana.

A excursão passou por cidades como Londres, Nova York, Boston, Wasghinton, São Francisco e Los Angeles. Nas palavras de quem está envolvido com a venda, a viagem é certeza de que o Estado está próximo de receber a antecipação.

De acordo com Pezão, apenas a operação financeira será capaz de quitar a dívida de R$ 1,1 bilhão sobre o 13º de 2017. Mais de 167 mil servidores estaduais aguardam o pagamento. A antecipação de receita prevê recurso estimado em 500 milhões de dólares, algo em torno de R$ 1,6 bilhão.

A ideia é receber os recursos da antecipação e organizar o pagamento para todos os ativos, aposentados e pensionistas. Lembrando que, no fim de 2017, os ativos da Educação e os integrantes da Procuradoria Geral do Estado receberam o 13º. Em janeiro, todos os funcionários que recebiam até R$ 3.458 tiveram seus proventos pagos.

Com o atraso no pagamento do abono, fontes ligadas ao governo defendem que o pagamento seja feita do forma corrigida, com juros e correção monetária, como forma de compensação pelo atraso. Contudo, dizem interlocutores, a atual situação financeira do estado impediria correção no pagamento do benefício. Entre os servidores que não receberam, a sensação é de descaso: — Sofremos com atrasos no pagamento por muito tempo, e agora, não conseguimos receber o que é de direito. O governo deveria ter consideração por quem trabalha de verdade para manter a máquina pública — disse um servidor que prefere não se identificar.

FONTE: EXTRA.GLOBO.COM